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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

10 perguntas e respostas para entender o conflito na Líbia




Depois de um período sem se ouvir falar muito sobre o conflito na Líbia, a situação no país do norte da África voltou a ferver. Iniciados há seis meses, os protestos contra a mais antiga ditadura do mundo árabe evoluíram rapidamente para uma guerra civil com disputa armada pelo controle dos territórios e tem sido marcado por avanços e recuos de forçar rebeldes e governistas sobre cidades estratégicas.  Mas o ditador Muamar Kadafi, que havia conseguido controlar a situação por um tempo, sofreu várias derrotas nos últimos dias: as forças rebeldes capturaram seus filhos, tomaram parte da capital do país e tomaram um quartel de elite e renderam a guarda presidencial. Só nos últimos quatro dias, os combates em Tripoli, capital do país, fizeram mais de 400 mortos e dois mil feridos. Os rebeldes dizem que a guerra só acabará quando Kadafi for capturado e possa ser julgado. Seu paradeiro é desconhecido.
Com isso, a ditadura que está no poder há 42 anos foicolocada em xeque. Para ajudar você a entender de uma maneira geral o que está acontecendo, listamos 10 perguntas que foram respondidas com a ajuda do professor Samuel Feldberg, coordenador do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais, ambos da USP.
1- O que motivou o conflito na Líbia?
Tudo começou há seis meses como resultado de demanda de uma parcela da população que não está representada no governo de Muamar Kadafi, no poder desde 1969. São habitantes do leste do país, na fronteira com o Egito que, influenciados pelas manifestações que ocorreram antes na Tunísia e no Egito, também passaram a reivindicar maior participação na distribuição da riqueza da Líbia e maior representatividade junto ao governo. Há cerca de 10 grandes tribos no país, subdivididas em várias outras. Mas o ditador favorece enormemente a pequena tribo a que pertence (a dos Kadafa) e as elites são extremamente corruptas.
2- Quem são os rebeldes?
O grupo é uma combinação de todas as camadas da população líbia, lideradas por uma classe média mais bem educada. Mas o esforço é da grande massa. Sem ela, o grupo não teria conseguido tantas vitórias na guerra. Em sua origem imediata, os rebeldes talvez não tivessem imaginado que isso poderia resultar na substituição do governo, mas a reação comandada por Kadafi foi tão severa e fez com que a situação atingisse uma proporção enorme que provavelmente levará à sua queda.
3- Com que armas os rebeldes estão lutando?
No geral, eles têm armas relativamente rudimentares, com equipamentos montados sobre caminhonetes. Mas estão conseguindo equipamentos melhores através da tomada de áreas com arsenais do governo e conforme vão conseguindo o apoio de dissidentes do exército e das forças armadas em geral.
4- Se a Kadafi está no poder há tanto tempo, por que não houve nenhuma reação antes?
O governo ditatorial de Kadafi existe desde o fim década de 60. Sempre houve elementos dissidentes, mas o governo tinha grande apelo popular e os seus oponentes não eram tão organizados como agora. Mesmo sendo uma distribuição injusta, a população geral se beneficiou de alguma forma com parte dos recursos da exportação do petróleo. O padrão de vida de sua população é um dos melhores da África: o país possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano, ou IDH, do continente (0,755 numa escala de 0 a 1).  Mas as manifestações ocorridas nos  países vizinhos mudaram tudo e incentivaram a população a agir.
5- Em que situação estão os outros países da chamada Primavera Árabe, onde estão ocorrendo protestos por democracia?
Estão ocorrendo manifestações na Síria, mas não se sabe como eles vão se desenrolar. Espera-se que haja alguma mudança nos territórios controlados pela Autoridade Nacional Palestina e pelo Hamas. Até em Israel estão ocorrendo reivindicações por questões sociais. No Barein, as revoltas foram controladas com violência pelo governo. No Iêmen, o presidente foi obrigado a se exilar depois de atentados.
6- Como deve evoluir a situação para esses países?
Ainda é muito cedo para se concluir qualquer coisa, pois tudo está ainda muito instável.
7- O que deve acontecer com Kadafi?
Ele provavelmente vai cair, mas ninguém sabe quanto tempo isso vai levar, se vai gerar ainda mais violência, se ele vai se exilar em algum lugar ou se vai morrer lutando.
8- Por que os líbios estão levando mais tempo para derrubar a ditadura do que outros países?
No Egito, o ditador caiu sem luta porque o poder, assim como antes, ainda está nas mãos dos militares. Na Líbia, a proposta é substituir todo o governo, tanto o ditador quanto o grupo que ele lidera. E tem o caráter econômico: a população estava vivendo em melhores condições do que em outros países africanos.
9- A queda do ditador líbio pode ter algum efeito no resto do mundo?
Não terá nenhum efeito prático. A Líbia é pouco importante do ponto de vista da influência que essas mudanças podem ter no mundo. O país tem petróleo, mas não tanto, e o governo de Kadafi adotou uma política que isolou a nação do resto do mundo. Mas o país pode se tornar símbolo da capacidade de grupos rebeldes derrubarem um governo que estava há tanto tempo no poder. O presidente da Síria, por exemplo, cuja ditadura está sendo também ameaçada por protestos, deve estar olhando para essa situação com preocupação.
10- Que posição os õrgãos internacionais tomaram nesse conflito?
O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução com o congelamento do patrimônio de Kadhafi e 10 membros de seu círculo íntimo e impôs uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio (o governo brasileiro se absteve de votar a favor por considerar que se tratava de um assunto de soberania daquele país), e isso impediu à força aérea da Líbia atuar contra os rebeldes. Foi um elemento importante , sem o qual eles provavelmente teriam sido massacrados pelo governo. A OTAN iniciou uma intervenção militar no país em março, que deverá ser mantida até que Kadafi deixe o poder.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Salvador é a cidade mais violenta entre as sedes da Copa de 2014


Enquanto as autoridades seguem preocupadas em discutir prazos referentes às construções dos estádios que serão palcos de algumas partidas da Copa de 2014, além de questões como a mobilidade urbana das respectivas cidades, acabam por esquecer de um ponto tão importante quanto os citados anteriormente: a segurança.
E Salvador não está bem na fita quando o quesito é violência. Em algumas cidades-sedes o índice diminuiu entre 2001 e 2008, o que não foi observado na capital baiana. O que todo soteropolitano já sabe, que a violência é alarmante e não para de crescer, agora é de conhecimento de diversos brasileiros, através de um levantamento publicado na Revista Época desta semana.
O professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Daniel Cerqueira, informa que, entre 2001 e 2008, os índices de homicídio apresentaram crescimento em oito das 12 cidades que receberão jogos do Mundial da FIFA.
Em Salvador a taxa subiu 232%, número elevado em comparação com a segunda colocada, a cidade de Natal com 129%. Curitiba aparece em terceiro lugar com 89%. Quatro cidades registraram queda no índice: São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá e Recife, com 68%, 35%, 28% e 20%, respectivamente.

Fonte: Rede Brasil de Notícias

sábado, 6 de agosto de 2011

Hiroshima lembra 66º aniversário de bomba atômica

O premiê Naoto Kan presta homenagem a vítimas da bomba atômica no Parque Memorial da Paz, em Hiroshima. Foto: Reuters

Hiroshima lembrou nesta sexta-feira os 66 anos do lançamento da bomba atômica sobre a cidade, em um aniversário marcado pela crise na central de Fukushima, com uma chamada ao desarmamento e à revisão da política nuclear do Japão.
Às 8h15 hora local (20h15 do horário de Brasília da sexta-feira), um minuto de silêncio e várias badaladas lembraram o momento em que a primeira bomba atômica caiu sobre a cidade, três dias antes de uma segunda bomba fosse lançada sobre Nagasaki.
Calcula-se que no fim de 1945 cerca de 140 mil pessoas morreram em Hiroshima e cerca de 74 mil em Nagasaki após o ataque nuclear, que levou à rendição do Japão em 15 de agosto desse ano e ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Na cerimônia, que contou com cerca de 53 mil pessoas presentes, incluindo representantes de 66 países, entre eles EUA, que pelo segundo ano consecutivo, o prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, citou testemunhos de sobreviventes da bomba, os quais, disse, conseguiram com ajuda de outros reconstruir a cidade, e hoje continuam buscando a paz "em um mundo sem armas nucleares".
Matsui, filho de um sobrevivente do bombardeio, expressou a necessidade que o mundo aprenda com eles e que passem adiante estas doutrinas às gerações futuras.